O que diz a ISO 41030:2024 sobre como medir o desempenho em Facility Management?

Tabela de Conteúdos

Muitas empresas de Facility Management (FM) possuem dados, mas poucas têm informações reais. A nova ISO/TR 41030:2024 chega para resolver isso, oferecendo um guia padronizado sobre como avaliar se seus serviços realmente entregam valor à organização, além de simplesmente “cumprir tarefas”.

Se você tem dificuldade em demonstrar o ROI de suas operações de manutenção ou limpeza, esta norma é o seu novo manual de instruções. Abaixo, traduzimos este relatório técnico em boas práticas operacionais.

O que é exatamente a ISO/TR 41030:2024?

A ISO/TR 41030:2024 é um relatório técnico internacional que fornece orientações sobre o desenvolvimento, medição, análise e melhoria do desempenho em Facility Management.

Ao contrário de uma norma de certificação (como a ISO 41001), este documento atua como um guia prático. Seu objetivo principal é fechar a lacuna entre a estratégia da organização e a operação diária, garantindo que o que você mede (seus KPIs) realmente reflita os objetivos do negócio.

Nota para o especialista: A norma enfatiza que a medição não é o fim, mas o meio para a tomada de decisões baseada em evidências.

Como estruturar KPIs de FM de acordo com a ISO?

Segundo a ISO 41030, um sistema de medição eficaz deve alinhar hierarquicamente os objetivos estratégicos com os indicadores operacionais e as evidências de campo.

Para conseguir isso, a norma sugere uma estrutura em cascata:

  1. Objetivo Estratégico: O que a empresa quer alcançar (ex: Reduzir a pegada de carbono).
  2. Fator Crítico de Sucesso (CSF): O que deve dar certo para atingir essa meta (ex: Gestão eficiente de resíduos).
  3. Indicador Chave de Desempenho (KPI): A métrica quantificável (ex: % de resíduos reciclados vs. total).
  4. Dado/Evidência: O registro bruto que alimenta o KPI (ex: Relatório de pesagem diário).

É aqui que ferramentas como a DataScope se tornam críticas. A norma exige que a evidência seja rastreável e auditável. Usar papel para coletar esses dados quebra a cadeia de custódia e confiabilidade que a ISO exige.

Qual é a diferença entre medir “Outputs” e “Outcomes”?

A diferença fundamental reside no fato de que os Outputs (Saídas) medem a atividade realizada, enquanto os Outcomes (Resultados) medem o valor ou impacto gerado por essa atividade.

A ISO 41030:2024 insta os gestores de FM a migrar dos Outputs para os Outcomes.

Tabela Comparativa: Abordagem Tradicional vs. Abordagem ISO 41030

CaracterísticaAbordagem Tradicional (Output)Abordagem ISO 41030 (Outcome)
FocoVolume de trabalho.Valor para o usuário final.
Exemplo Limpeza“O banheiro foi limpo 4 vezes”.“O banheiro esteve disponível e limpo 98% do tempo”.
Exemplo Manutenção“10 aparelhos de AC foram reparados”.“A temperatura manteve-se constante em 22°C”.
FerramentaPlanilha de papel assinada.Formulário móvel com data/hora, GPS e foto.

Como documentar a evidência corretamente para uma auditoria?

A documentação correta exige que cada dado coletado tenha integridade, rastreabilidade e disponibilidade imediata.

A norma é clara: sem evidência, não há desempenho mensurável. Para cumprir a ISO 41030, seus registros de campo (inspeções, ordens de serviço, rondas de segurança) devem incluir:

  • Data e hora inalteráveis (Timestamp).
  • Identificação do responsável.
  • Prova visual (Fotografias ou assinaturas digitais).
  • Localização validada (Georreferenciamento).

Utilizar uma plataforma de transformação digital como a DataScope garante que cada inspeção realizada em campo se transforme automaticamente em um dado válido para seus indicadores, atendendo aos requisitos de qualidade de dados da norma.

Conclusão

A ISO/TR 41030:2024 não busca complicar sua operação, mas dar sentido aos seus dados. Ao alinhar suas métricas com os objetivos estratégicos e garantir a coleta de evidências digitais confiáveis, você passa de um centro de custos para um parceiro estratégico.

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Sobre o autor

Foto de Antonio Sabaj
Antonio Sabaj
Growth Engineer na DataScope e especialista em Digitalização de Processos Industriais. Antonio combina estratégia de dados e tecnologia para ajudar empresas a escalar operações e eliminar ineficiências em campo. Escreve sobre automação, growth hacking B2B e o impacto da tecnologia móvel na indústria.

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